Quando optei pela construção do wiki me parecia algo fácil de criar.
Ao inicir me dei conta de tudo que teria de fazer antes da criação (mails, autorizações, ornamentação da página, o que ueri fazer com o wiki ...). Foram horas de trabalho e testes para ver se iria funcionar corretamente.
Foquei no wiki e muitas outras coisas ficaram para trás. Atrasei na postagens das atividades de estágio ( mas já estão em dia) , na reflexão semanal sobre a minha prática, quase perdi o chão. Mas passou. O wiki está criado e pronto para ser inaugurado pelos alunos na próxima terça-feira.
Porém uma sensação continua: parece que não estou dando conta dos conteúdos da série. Querendo ou não me dou conta que ainda sou muito conteudista!!!!!!
Meu Deus, eu sou conteudista!!! Terei salvação??? Eu não me conhecia!
domingo, 18 de abril de 2010
Construção do wiki e auto-conhecimento
domingo, 11 de abril de 2010
Respondendo
Resolvi pela construção do wiki, pois me parece uma maneira interessante de envolver os alunos em um projeto. O laboratório de informática sendo um local além sala já cria uma expectativa sobre o novo. Este "novo" espero que seja muito gratificante para os alunos e para mim.
Será algo bem desafiador, para mim principalmente, pois sairei do espaço comum da sala de aula mas para os alunos será uma aventura, algo diferente que tem tudo para dar certo e ser prazeroso e gratificante.
Claro que tenho medo de não dar conta afinal são crianças curiosas, prontas para desbravar o "desconhecido".
O tema já tenho definido: Crianças contando e fazendo história.
sábado, 3 de abril de 2010
Estágio - 2ª parte
Depois de muito pensar, qual projeto seguiria, o que faria no estágio, blá, blá, blá ...
Decidi! ( mas não sem pensar muito).
Vou trabalhar com meu alunos além da sala de aula normal e também vou construir, juntamente com eles um pb wiki da turma.
Como primeiro passo vamos criar um e- mail para cada um deles ( com a autorização do responsável) , e trabalhar de forma cooperação. Os alunos que têm maiores conhecimentos serão os tutores dos que não têm muito ou nenhum conhecimento.
Quando todos os mails estiverem criados, vamos partir para troca de mails, como forma de aprendizagem em ambiente virtual.
Após o domínio do uso de mails vou enviar para cada um deles um convite para a utilização do wiki.
Também incluirei nos convites a direção e supervisoras da escola e do estágio.
* Será enviada, ao responsável do aluno, um pedido de autorização para que possamos trabalhar com a criação dos mails e, também para trabalharem dentro do pbwiki.
quarta-feira, 24 de março de 2010
Estágio
Estágio ...
Só este nome incita a reflexão.
Começamos a pensar em pontos de nossa prática que antes não eram motivos de grandes questionamentos . Levávamos a vida dentro da sala de aula numa rotina diária, apenas seguindo os nossos planos previamente estabelecidos pela instituição.
Paro para pensar ...
Será que dou conta?
Os professores do Pead pedem inovação, momentos de criação e de superação pedagógica ... Sou capaz disso? Será que não vou decepcionar?
Será que minha ação educativa terá relações com as necessidades reais de meus alunos?
Será que conseguirei formar cidadãos que realmente se inserirão na sociedade e que mais tarde conseguirão questionar ou de iniciar questionamentos sociais?
quarta-feira, 13 de janeiro de 2010
Projetos de Aprendizagem
Quando temos necessidade ou vontade de conhecer ou aprender algo, criamos estratégias que nos farão buscar respostas aos nossos questionamentos.
Esta busca sempre partirá de uma dúvida que temos, e esta dúvida será a questão que norteará toda a nossa busca.
A dúvida será a nossa primeira certeza: Não sei, quero saber.
A dúvida nos fará criar novos questionamentos sobre o nosso tema, ou seja, nos farão encontrar e ter novas dúvidas.
Nossos questionamentos muitas vezes se mostrarão errados, mas em outras vezes se mostrarão certos. Este é também um caminho válido para o aprender, pois aprendemos muitas vezes com nossos erros.
Quando buscamos o aprender nos damos conta que o conhecer é muito mais do que decorar, memorizar ou repetir o conhecimento de outros, conhecer é mediar e estabelecer relações com o que se aprende.
Conhecimento é algo que deverá partir do interesse de quem quer conhecer.
Dentro de uma sala de aula, o professor será o mediador entre o aluno que quer conhecer e o objeto que quer ser conhecido, pois dentro de todo o processo de aprendizagem é necessário um agente externo ao próprio sujeito que aprende, e este objeto externo pode ser o professor, um livro, alguma mídia, dependendo do nível em que o educando se encontra.
Um Projeto de Aprendizagem é um grande recurso para fazer com que os alunos estabeleçam relações entre o conhecer e o que se quer conhecer. Mas sua validade está atrelada ao envolvimento dos alunos com o Projeto, pois este precisa ser do interesse do aluno, e precisa também de um envolvimento verdadeiro e de um professor interessado no processo.
Este professor não deverá facilitar o processo de aprendizagem, de conhecimento, dando temas prontos e assuntos que não sejam de interesse do aluno.
Penso que o preparo e conhecimento do professor no que diz respeito a pedagogia de projetos será o grande responsável para o êxito de toda a caminhada.
Nesta caminhada onde existe um envolvimento verdadeiro e amoroso em direção ao conhecer tanto o aluno quanto o professor vão construindo, num processo contínuo, o conhecimento, pois o conhecimento estará envolto numa relação amorosa e as chances de dar certo, com certeza aumentarão e teremos assim alunos que se desenvolverão de forma crítica, autônoma e participativa.
Estes são os princípios ou objetivos que deverão nortear a pedagogia de projetos: aprender com o outro e com o meio favorecendo o conhecimento do outro, estabelecendo uma relação entre o outro, eu e o meio.
quinta-feira, 24 de setembro de 2009
A leitura de mundo
A grande preocupação da escola é praticar a leitura e a escrita dos alunos. A escola segue os passos de sempre. Os alunos aprendem a ler e a escrever de forma mecânica. Não interagindo com o meio ou com o contexto social. A criança é alfabetizada sem estar inserida no mundo. Aprende a ler e a escrever sem a leitura do mundo.
A leitura na escola é sistemática. São ensinadas a gramática, as regras gramaticais e a leitura de mundo, de realidade é relegada a um segundo plano (se sobrar tempo).
Esse tipo de ensino é o produtor de muitos problemas que encontramos hoje, inclusive nós, de não entendermos o texto que nos é apresentado. De não conseguirmos dialogar com o autor e tampouco entendermos sua mensagem.
Muitas vezes, nós professores, encontramos dificuldades de nos fazer entender, devido ao sistema que nos afastou do mundo, da realidade. E essa dificuldade não está relacionada ao tempo de estudo e sim com a leitura mecânica a que nos habituamos.
A escola deveria ter a preocupação de interagir com o mundo do aluno, com os conhecimentos que ele traz, com seu meio social, com sua cultura.
Tenho um aluno que pertence a uma família de papeleiros e seu desenvolvimento em aula, seu relacionamento com os outros colegas, seu conhecimento de mundo é de certa forma superior aos demais coleguinhas. Ele tem uma visão e conhecimento muito superior a maioria dos alunos. Tem uma capacidade de contar e envolver os colegas em histórias, que me deixava de certa maneira confusa. Percebe-se que a leitura, interpretação de fatos e textos e produção de histórias têm muito a ver com o familiar, com o meio, com o social de cada um. Mesmo sendo de uma família muito pobre meu aluno interage com o mundo, com o outro. Ele está no mundo.
Acredito que o professor precisa refletir sobre a sua função social, precisa investir na história de cada um de seus alunos. O professor precisa trabalhar o contexto de seus alunos, precisa conhecer seus mundos.
E seu nome era Jonas
Jonas passou três anos e quatro meses de sua vida em uma instituição para deficientes mentais. Ao final desse tempo retorna ao lar.
Em sua casa moram o pai, a mãe e um irmão menor. O pai não aceita que Jonas seja um ser diferente, chegando ao ponto de abandonar a família por não conseguir conviver com os problemas familiares e por não querer conviver com um filho que ele considera “anormal”.
Em casa Jonas tenta se fazer entender e não consegue sucesso. A língua de sinais não era conhecida de seus familiares e parece que também não era uma prática aceitável na época.
As escolas, despreparadas, não aceitavam as diferenças e tentavam alfabetizar seus alunos de qualquer modo, custasse o que custasse, utilizando o método de repetição.
Quando Jonas foi matriculado em uma delas recomendavam o uso de aparelho de audição e proibiram a língua de sinais, pois isso se tornaria um “vício” e ele nunca mais iria “falar”. Nunca iria ser um membro inserido totalmente na sociedade e seu mundo de relacionamentos seria somente o de surdos. Entendiam e aceitavam como verdadeira somente a comunicação oral.
Com alguns alunos esse tipo de escola conseguia sucesso e com os que não conseguiam rotulava de retardados.
Com Jonas não foi diferente. Usou aparelho, participou das aulas juntamente com seus colegas, mas não se adaptou. Apresentava rebeldia e não aceitação do fato. Tinha no avô, o melhor amigo.
A mãe sempre presente na vida de Jonas não se conformava em não conseguir se comunicar com o filho. O fato que desencadeia a busca da mãe por solução para o problema que estava enfrentando, ou seja, se comunicar com Jonas foi a ansiedade e o desespero de Jonas para tentar se fazer entender, por sinais, que queria um cachorro-quente.
O não conformismo da mãe com a situação é o que faz a vida de Jonas se transformar num novo mundo, num mundo de descobertas. Estando sempre em busca dessa solução buscava ajuda e orientação. Informava-se da validade ou não da língua de sinais. Pesquisava, buscava soluções para poder estabelecer comunicação com o filho. Estava sempre atenta.
Certa vez, em uma sala de espera, de uma clínica especializada viu um casal juntamente com seu filho se comunicando através de sinais. Foi conversar com o casal e descobriu que ambos eram surdos.
O homem havia nascido surdo e sua esposa ficou aos sete anos. Este casal convida a mãe de Jonas a participar de uma reunião no “Clube dos Surdos”. Vai, juntamente com uma amiga, a princípio com certa desconfiança e preconceitos. Lá conhece e se encanta com a facilidade de comunicação que os membros do clube estabelecem entre si.
Decide que é aquilo que quer para o filho. Que quer se comunicar com o filho. Quer entender Jonas e se fazer entender por ele.
Comunica à escola que Jonas vai aprender a língua de sinais. A professora não aceita, chegando ao ponto de dizer que amarrará as mãos de Jonas se preciso for.
Jonas é retirado da escola pela mãe.
A mãe leva Jonas para conhecer um membro do clube. E este começa a ensinar para Jonas a língua de sinais.
A comunicação começa a ser estabelecida na família, pois até o irmão menor de Jonas começa a sinalizar juntamente com ele.