quinta-feira, 15 de julho de 2010

Avaliando meu estágio

Fazer estágio e pensar sobre a prática a cada final de aula o de semana nos faz realmente sermos melhores em sala de aula. Quando paramos e refletimos começamos a nos preocupar com a educação num todo.

Dou-me conta ao terminar minha prática de ensino, que o projeto e a arquitetura pedagógica sendo aplicados em conjunto foi algo gratificante, pois senti a diferença no desenvolvimento motor, psicológico e social de meus alunos.

Senti que proporcionei a mim e a turma momentos de compreensão quanto os valores e atitudes dentro do ambiente escolar, natural e virtual.

Através da vivência de sala de aula, fiz o projeto, baseado numa necessidade não só da turma, mas minha também.

Os resultados foram relevantes, pois o trabalho foi sendo direcionado de forma que pude resgatar o hábito da leitura em cada aluno.

A educação deve incluir sempre valores, regras e hábitos que permitam condutas consideradas adequadas.

O respeito ao próximo, a sua história são formas de obter princípio de boa convivência e este objetivo foi alcançado plenamente, dando ênfase à literatura infantil que foi um dos principais meios utilizados. Penso ter atingido os objetivos propostos no projeto de trabalho, pois as crianças participaram das atividades demonstrando interesse, entusiasmo, curiosidade, prazer e alegria.

Eu gosto de sala de aula!

Amo a sala de aula e sei que é lá que consigo me sentir realmente útil, pois penso que é nas séries iniciais que posso realizar meu trabalho da melhor maneira possível e, assim também me realizar melhor como profissional.

O papel do curso de pedagogia foi a dar-me a teoria que eu precisava para fazer melhor o meu trabalho. Comecei a entender melhor minha profissão e como os meus alunos se desenvolvem e aprendem.

Considero-me uma boa profissional, pois estou sempre em busca do melhor para meu aluno, leio e pesquiso muito e não tenho medo em experimentar novas formas de ensinar, bem como de aprender.

Gosto muito de ler Paulo Freire, pois ele diz de maneira simples, sem rodeios o que pensa da educação, do papel do professor e dos erros que muitas vezes cometemos.Mas ao mesmo tempo que critica aponta caminhos para superarmos os problemas.

segunda-feira, 14 de junho de 2010

Respondendo à Anice

Muitos professores estão em uma sala de aula, mas não tem a mínima consciência do que é ser educador. Simplesmente jogam para o aluno o conteúdo programado.

Sempre gostei da sala de aula e tentava sempre estar a par de leituras sobre a prática docente. Nunca me acomodei e sempre estive em busca de assuntos novos e atuais. Pesquisava muito, mas não me dava conta do ato de pesquisar.

Lendo Pedagogia da Autonomia de Freire percebi que muito, do que ele fala a respeito do “bom” educador, eu já vinha fazendo.

Eu já vinha desenvolvendo, mas sem me dar conta, a educação estética que Freire propõe.

“Saber que não posso passar despercebido pelos alunos, e que a maneira como me percebam me ajuda ou desajuda no cumprimento de minha tarefa de professor, aumenta em mim os cuidados com meu desempenho. Se a minha opção é democrática, progressiva, não posso ter uma prática reacionária, autoritária, elitista. Não posso discriminar o aluno em nome de nenhum motivo. A percepção que o aluno tem de mim não resulta exclusivamente de como atuo mas também de como o aluno entende como atuo. (FREIRE, 2006, p. 97)”.

Comecei a ver com maior nitidez o que seria um ato estético, ato que Freire tenta nos mostrar na Pedagogia da Autonomia. Cabe a nós educadores mostrar o que é o Belo na educação, o lado estético.

Lado estético que deverá ser mostrando desde o momento que o professor entra em sala, cumprimenta e fala com seu aluno.

Lendo e refletindo com Freire penso que consegui encontrar meu verdadeiro papel profissional, pois meus alunos apresentam interesse em descobrir, gostam de pesquisar, não são acomodados, mas ao mesmo tempo são tranqüilos e alegres.

domingo, 13 de junho de 2010

Paulo Freire

Lendo Pedagogia da Autonomia de Freire (2006, p. 7-8), percebi que o índice, por si só já é uma grande aula de reflexão. No índice dos capítulos, está sintetizado o que é necessário para que o educador compreenda e o que ele realmente precisa para exercer com amor a sua função, desenvolvendo um trabalho prazeroso: Um simples índice de livro passa a ser uma das maiores referência para o educador que realmente queira ensinar a autonomia para seus educandos, pois este índice diz:

“Ensinar exige rigorosidade metódica;

Ensinar exige pesquisa;

Ensinar exige respeito aos saberes do educando;

Ensinar exige criticidade;

Ensinar exige estética e ética;

Ensinar exige a corporeificação das palavras pelo exemplo;

Ensinar exige risco, aceitação do novo e rejeição a qualquer forma de discriminação;

Ensinar exige reflexão crítica sobre a prática;

Ensinar exige o reconhecimento e a assunção da identidade cultural;

Ensinar exige consciência do inacabado;

Ensinar exige o reconhecimento do ser condicionado;

Ensinar exige respeito a autonomia do ser do educando;

Ensinar exige bom senso;

Ensinar exige humildade, tolerância e luta em defesa dos direitos dos educadores;

Ensinar exige apreensão da realidade;

Ensinar exige alegria e esperança;

Ensinar exige a compreensão de que a mudança é possível;

Ensinar exige curiosidade;

Ensinar exige segurança, competência profissional e generosidade;

Ensinar exige comprometimento;

Ensinar exige compreender que a educação é uma forma de intervenção no mundo;

Ensinar exige liberdade e autoridade;

Ensinar exige tomada consciente de decisões;

Ensinar exige saber escutar;

Ensinar exige reconhecer que a educação é ideológica;

Ensinar exige disponibilidade para o diálogo;

Ensinar exige querer bem os educandos”.

quarta-feira, 19 de maio de 2010

Projeto II

Quando nos era cobrado o trabalhar com algum projeto era algo que ficava muito solto, muito vago e muito difícil de seguir.
Como acontecia? Ou como não acontecia?
Era feita uma reunião por série e nos orientavam a fazer um “projeto” sobre determinado assunto. Também ficavam pré- estabelecidos todos os passos.
Era também determinado como devia ser feito e quais as atividades deveríamos desenvolver, quais trabalhos nós deveríamos apresentar e de que maneiras, bem organizadas, estas apresentações deveriam ser.
Claro que raramente dava certo (falando sob o ponto de vista do professo e não do aluno) e as cobranças eram cada vez maiores. Eram projetos somente no papel, para os outros verem, visitarem e serem expostos em determinado local da escola.
Trabalhávamos em agonia. Fazíamos todos os trabalhos para serem apresentados e o aluno era pouco ou nada envolvido.
Ficamos certa vez sem supervisora. Todas as professoras que assumiam a função ficavam por pouco tempo e tinham que sair por motivos diversos: ou por que ainda estavam em estágio probatório, ou por que foram nomeadas em alguma prefeitura, ou por que precisavam estudar durante a tarde.
Começamos a trabalhar então com a ajuda da supervisora da área ( nossa escola tinha duas supervisoras: uma para o currículo e uma para a área).
E esta nos perguntava como estava o projeto, o que os alunos estavam desenvolvendo, como estávamos desenvolvendo a autonomia em nossos alunos, os prazos estavam sendo seguidos; as situações independentes, como estávamos trabalhando (?!) , como estávamos mediado os sonhos de nossos alunos com os projetos pensados por nós e, principalmente, o que tínhamos projetado estávamos alcançando.
Todas estas questões nos eram lançadas nas reuniões de turmas, mas não em forma de cobrança e sim como uma forma de ajuda. Começamos a nos interessar pelo assunto e a criar, no princípio, projetos pequenos com um tempo pequeno de duração e, aos poucos começamos a sonhar para mais tempo.
Percebemos que o projeto era algo pensado em relação ao aluno e que este também deve ter claro o que queremos em conjunto. Isso era o que faltava: trabalhar em conjunto para sanar determinados problemas.